Ministros de Lula chegam a Manaus para anunciar força-tarefa para combater incêndios

Os ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, estão em Manaus, desde sábado, 10, para coordenar uma força-tarefa de combate aos incêndios florestais que atingem o Amazonas. As autoridades participaram de uma reunião com o governador Roberto Cidade (União Brasil), na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), para definir estratégias de enfrentamento à crise ambiental. O encontro ocorreu após o governo estadual decretar situação de emergência em 36 municípios, medida reconhecida pelo governo federal no mesmo dia para viabilizar a liberação de recursos emergenciais.

Durante a coletiva de imprensa, Waldez Góes assegurou o apoio federal às operações de combate ao fogo e à assistência humanitária. “Recursos não são um problema, estamos aqui para garantir todos os recursos que forem necessários”, afirmou o ministro. João Paulo Capobianco informou que 11 aeronaves estarão à disposição das operações, além de aproximadamente 300 brigadistas federais. O ministro também apresentou dados da atuação do Ibama, responsável pelo combate a 229 focos de incêndio no Amazonas. “Nós precisamos unir esforços”, declarou Capobianco, ao defender a integração entre os governos e a população.

O governador Roberto Cidade agradeceu o apoio federal e defendeu a concentração dos esforços nas regiões mais afetadas. “Esse é o momento de cuidarmos do Amazonas, é momento de pensar no nosso povo, que tem sofrido”, declarou durante o encontro. Cidade também destacou a necessidade de atuação conjunta entre União, Estado e municípios para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios.

Reunião sobre combate aos incêndios no Amazonas reuniu lideranças para formar uma força-tarefa (Secom/Governo do Amazonas)

A mobilização ocorre após o Amazonas registrar 3.726 focos de calor em setembro de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), quase quatro vezes o total contabilizado no mesmo mês de 2025. O avanço das queimadas agravou a qualidade do ar em Manaus, ampliando a pressão sobre as autoridades por medidas emergenciais de proteção ambiental e de saúde pública.

Necessidade de integração

Na coletiva, Roberto Cidade destacou a necessidade de integração entre os governos federal, estadual e municipais para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios. O ministro Waldez Góes assegurou a disponibilização de recursos financeiros, equipamentos e equipes especializadas para as operações de combate ao fogo e assistência humanitária.

Governador Roberto Cidade ao lado dos ministros João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional (Secom/Governo do Amazonas)
A mobilização também envolve o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Defesa Civil Nacional e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.

A atuação conjunta ocorre diante do avanço das queimadas e da deterioração da qualidade do ar no Amazonas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 3.726 focos de calor em setembro de 2026, quase quatro vezes o número identificado no mesmo período do ano anterior.

Entre os dias 1º e 10 de outubro, o Estado contabilizou 1.380 focos de incêndio, crescimento de 271% em comparação com o mesmo intervalo de 2025. A crise ambiental amplia a pressão sobre o poder público por medidas de prevenção, fiscalização e combate ao desmatamento, além de investimentos permanentes na estrutura de resposta aos eventos climáticos extremos que atingem a Amazônia.

A mobilização federal também coloca em evidência a necessidade de ampliar a estrutura de prevenção aos incêndios florestais no Amazonas, especialmente nos municípios do interior, onde as dificuldades de acesso e as grandes distâncias representam obstáculos às operações de emergência.

A extensão territorial do Estado exige planejamento logístico, monitoramento permanente e equipes preparadas para atuar em áreas remotas. O reforço anunciado pelo governo federal deverá contribuir para a capacidade operacional das instituições responsáveis pelo enfrentamento das queimadas.

A presença do governador Roberto Cidade na agenda com representantes do governo federal também marca um momento de articulação entre as diferentes esferas administrativas. A execução das medidas anunciadas dependerá da distribuição dos equipamentos, da definição das áreas prioritárias e da integração das equipes em campo. O acompanhamento dos resultados permitirá avaliar a efetividade da força-tarefa, especialmente nos municípios que enfrentam maior concentração de focos de calor e dificuldades de acesso aos serviços públicos.

Reconhecimento federal

O reconhecimento federal da situação de emergência em 36 municípios amazonenses, oficializado neste sábado, 10, representa uma etapa administrativa necessária para ampliar o acesso a recursos destinados ao enfrentamento da crise. A medida foi adotada após a publicação do Decreto Estadual nº 55.751, que estabelece a situação emergencial nas áreas afetadas pelos incêndios florestais. Com a decisão, os municípios poderão solicitar apoio financeiro para ações de resposta, assistência humanitária e recuperação dos serviços comprometidos, conforme os procedimentos da Defesa Civil Nacional.

A agenda dos ministros João Paulo Capobianco e Waldez Góes terá continuidade neste domingo, 11, com um sobrevoo pelas regiões atingidas pelos incêndios e uma nova reunião de alinhamento operacional. A programação inclui uma coletiva de imprensa na Base Aérea de Manaus, prevista para as 13h, com a participação dos representantes federais. A avaliação das áreas afetadas deverá subsidiar a definição das próximas etapas da força-tarefa, em meio à necessidade de conter o avanço do fogo, reduzir os impactos da fumaça e assegurar assistência às comunidades atingidas

A mobilização federal também coloca em evidência a necessidade de ampliar a estrutura de prevenção aos incêndios florestais no Amazonas, especialmente nos municípios do interior, onde as dificuldades de acesso e as grandes distâncias representam obstáculos às operações de emergência.

Extensão territorial

A extensão territorial do Estado exige planejamento logístico, monitoramento permanente e equipes preparadas para atuar em áreas remotas. O reforço anunciado pelo governo federal deverá contribuir para a capacidade operacional das instituições responsáveis pelo enfrentamento das queimadas.

Com informações da Revista Cenarium.

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