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Maria do Carmo reage à operação policial e denuncia perseguição política

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A professora e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), rebateu as acusações que motivaram uma investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio de nota enviada à imprensa nesta sexta-feira (6). Após o cumprimento de mandados de busca e apreensão em sua residência, a defesa da ex-candidata classificou a operação como parte de uma suposta perseguição política e apontou possíveis abusos de autoridade durante a diligência.

A operação foi realizada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e integra uma investigação sobre possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A apuração teve origem em denúncias apresentadas por Omar Aziz (PSD), envolvendo supostos ataques e a divulgação não autorizada de imagens de sua filha adolescente por integrantes da equipe da campanha adversária durante o período eleitoral.

Nota

Na nota, a assessoria jurídica de Maria do Carmo afirma que, embora a operação fosse esperada, houve desrespeito a garantias legais e às prerrogativas da advocacia. A defesa também questionou o vazamento de informações de um processo que tramita em segredo de Justiça. “Chama atenção que um processo que corre em segredo de justiça, a todo momento tem notícias veiculadas pela imprensa local com vazamento de informações”, diz um trecho do documento.

A defesa acrescentou que Maria do Carmo sempre esteve à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e identificar os responsáveis por eventuais irregularidades. “O que não se pode aceitar é o uso politiqueiro da situação para ferir a honra da ex-candidata”, afirma a nota.

O documento também ressalta que o cumprimento de uma determinação judicial não autoriza, segundo a defesa, eventuais excessos por parte das autoridades. “É fundamental destacar que o cumprimento de uma ordem judicial não concede às autoridades autorização para ultrapassar os limites da lei”, diz outro trecho.

Ao final, a assessoria jurídica afirma que a professora permanece confiante em sua inocência e na elucidação dos fatos. A ex-candidata também relembrou uma declaração feita em vídeo publicado na quinta-feira (5), quando afirmou que aguardava a diligência e estava preparada para a operação. “Estou aqui para colaborar e acredito que a Justiça dos homens será feita, porque a Justiça de Deus não falha. O fogo, quando não tem palha, não espalha”, declarou.

Com informações do Acrítica.


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