Coronel Menezes relembra atuação decisiva contra ‘Decreto do IPI’ que ameaçava empregos na Zona Franca de Manaus

Ex-superintendente da Suframa destaca articulação junto ao então presidente Jair Bolsonaro para evitar prejuízos à economia do Amazonas

Quatro anos após atuar diretamente na defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), o ex-superintendente da Suframa e pré-candidato a deputado federal, Coronel Menezes, relembrou sua participação nas articulações que resultaram na suspensão dos efeitos do ‘Decreto do IPI’, medida que, segundo lideranças do setor produtivo, colocava em risco a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM) e milhares de empregos no Amazonas.

Durante entrevista ao programa Poder Político, nesta terça-feira, Menezes reafirmou seu compromisso histórico com a preservação do modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM), destacando que jamais apoiaria qualquer medida que prejudicasse a principal matriz de desenvolvimento do Estado.

Ao comentar o episódio envolvendo a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), proposta pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes, Menezes recordou que liderou uma mobilização que reuniu representantes das entidades de classe, além do governador da época, para uma audiência com o então presidente Jair Bolsonaro.

Segundo ele, o objetivo foi demonstrar os impactos negativos que a medida poderia causar à economia amazonense, comprometendo investimentos, empregos e a competitividade das indústrias instaladas no PIM.

“Expliquei ao presidente que aquela decisão poderia causar sérios prejuízos ao Amazonas, afetando empregos, investimentos e a própria economia da região. Mostramos a importância estratégica da Zona Franca para o desenvolvimento da Amazônia e para o Brasil”, relembrou Menezes.

Reunião em Brasília

De acordo com o ex-superintendente da Suframa, a reunião foi fundamental para sensibilizar o governo federal sobre os riscos da medida. Pouco tempo depois, Bolsonaro anunciou a suspensão dos efeitos do decreto, em uma decisão considerada importante para a manutenção da segurança jurídica e da competitividade do modelo.

Menezes ressaltou que sua trajetória sempre esteve alinhada à defesa da Zona Franca de Manaus e ao fortalecimento da economia amazonense.

“Quem conhece minha história sabe que sempre estive ao lado da Zona Franca. Defender esse modelo é defender empregos, oportunidades e o futuro do Amazonas”, concluiu.

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