Motoristas do transporte especial fazem greve e prejudicam fábricas do Distrito Industrial nesta quinta-feira

Os trabalhadores do transporte especial iniciaram uma paralisação surpresa nesta quinta-feira (20) nas rotas que atendem o Distrito Industrial de Manaus. A categoria rejeitou uma proposta de reajuste salarial de 3% apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran). A categoria também reclama da alimentação.

O movimento congestionou algumas das principais avenidas da cidade e prejudicou o funcionamento das fábricas do Distrito Industrial de Manaus por algumas horas.

Trechos da Avenida Grande Circular, Bola da Suframa e Bola da Samsung, na Zona Sul e Leste da capital, estão congestionadas nesta manhã. Na Zona Norte, há mobilização nas avenidas Max Teixeira e Torquato Tapajós. Já nas zonas Oeste e Centro-Oeste, os atos atingiram a Avenida Pedro Teixeira, na altura do Centro de Convenções Sambódromo, zona oeste, e a cabeceira da Ponte Rio Negro.

Os trabalhadores decidiram promover atos em diferentes pontos porque a Justiça do Trabalho os proibiu de parar na porta das fábricas.

Indústrias

O presidente da Fieam, Antonio Silva, classificou a paralisação como “greve abusiva” e afirmou que a entidade, desde cedo, atuou em conjunto com o vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, para tentar pôr fim ao movimento. “Vamos recorrer a tudo que for necessário para pôr fim a esta greve”, disse.

Segundo ele, a Fieam acionou o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Estadual.

Suframa

Em nota, a Suframa informa que acionou a Polícia Militar e a Justiça do Trabalho para adotarem providências a fim de garantir a mobilidade urbana e o acesso ao trabalho. Confira a nota na íntegra.

NOTA OFICIAL

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informa que oficiou formalmente, nesta quinta-feira (20), a Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM), o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região (PRT-11/MPT) acerca da paralisação promovida pela categoria dos trabalhadores do transporte especial (fretamento).

De acordo com as informações disponíveis até o momento, a paralisação é uma iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) e decorre de impasse nas negociações com as empresas do setor. Entre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estão reajuste salarial, redução da jornada, auxílio-alimentação e melhorias nas condições de trabalho.

A mobilização alcançou diferentes pontos da cidade, com bloqueios em importantes vias de acesso ao Distrito Industrial, incluindo trechos da Avenida Grande Circular e as rotatórias conhecidas como “Bola da Suframa” e “Bola da Samsung”, além de outras vias relevantes para o deslocamento de trabalhadores e para o fluxo de veículos destinados ao PIM.

A situação tem comprometido diretamente o deslocamento de expressivo contingente de trabalhadores ao Distrito Industrial de Manaus, com reflexos sobre o funcionamento das empresas instaladas no PIM. A continuidade desse cenário poderá ocasionar a paralisação ou redução de linhas de produção, além de repercutir nas cadeias de suprimento, no cumprimento de prazos contratuais e, de forma mais ampla, na atividade econômica e na política de desenvolvimento regional da Zona Franca de Manaus.

Nesse contexto, a Suframa solicitou a atuação dos órgãos em questão, no âmbito de suas atribuições, para a adoção das providências necessárias à ordenação do trânsito e, se necessário, à desobstrução das vias públicas afetadas, de modo a assegurar condições adequadas de circulação e acesso ao Distrito Industrial, preservado o exercício do direito de manifestação dos trabalhadores, nos termos da legislação aplicável.

Por fim, a Autarquia solicitou que, na avaliação e adoção das medidas cabíveis, sejam consideradas as repercussões da paralisação sobre o funcionamento do Distrito Industrial de Manaus e sobre a política de desenvolvimento regional da Zona Franca de Manaus.

A Suframa reafirma seu compromisso com a preservação da atividade produtiva, do emprego e do desenvolvimento regional, bem como com o diálogo institucional entre os órgãos competentes e os setores envolvidos. A Autarquia permanece acompanhando a situação e mantendo interlocução institucional com representantes do setor produtivo, com o objetivo de obter informações sobre os impactos da mobilização e contribuir para a preservação das condições necessárias ao funcionamento das atividades econômicas do PIM.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *