Milhares de pessoas se reuniram neste domingo (3) na Praia da Ponta Negra, em Manaus, durante o ato “Reaja Brasil”, manifestação que reuniu lideranças conservadoras, representantes da direita amazonense e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, em protesto contra os abusos do Supremo Tribunal Federal (STF) e em defesa das liberdades constitucionais.
Com bandeiras do Brasil, cartazes com frases como “Fora Moraes” e “STF não é poder absoluto”, além de camisetas verde-amarelas, os manifestantes ocuparam a área turística da capital para denunciar o que classificam como uma escalada autoritária por parte do Judiciário e do atual governo federal.
Entre as lideranças presentes estavam o Coronel Alfredo Menezes (PP), ex-superintendente da Suframa e nome forte da direita no Amazonas, a deputada estadual Débora Menezes (PL), o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), a pré-candidata ao Governo, Maria do Carmo Seffair, e influenciadores e representantes de movimentos conservadores do estado.
Em seu discurso, Coronel Menezes ressaltou a importância do povo nas ruas.
“Manaus deu o recado: não vamos aceitar mais arbitrariedades, censura e perseguição política. O Brasil precisa reagir, com coragem, união e fé nos valores que nos trouxeram até aqui: liberdade, família e justiça verdadeira.”
O evento foi marcado por discursos firmes, orações e entoação do Hino Nacional. Também houve um buzinaço simbólico e momentos de silêncio em homenagem aos brasileiros que, segundo os organizadores, foram “injustamente calados pelo sistema”.
O “Reaja Brasil” foi promovido simultaneamente em várias capitais do país, com foco na crítica direta ao ministro do STF Alexandre de Moraes e em repúdio à recente imposição de medidas restritivas contra Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de entrevistas públicas.
A manifestação em Manaus seguiu pacífica e contou com apoio logístico de grupos organizados. A presença expressiva da população indica, segundo analistas, uma crescente mobilização da direita no Amazonas rumo às eleições de 2026.
