Operação Erga Omnes: 14 pessoas pessoas presas e a exposição de elo político

Quatorze pessoas já foram presas no Amazonas e em outros estados durante a Operação Erga Omnes, deflagrado pela Polícia Civil do Amazonas, nesta sexta-feira (20/02). De acordo com o a polícia, membros do Comando Vermelho (CV) estão diretamente ligados e com entrada facilitada em órgãos públicos no Amazonas. 

Segundo a polícia, o grupo usava influência em órgãos públicos para obter informações sigilosas e facilitar ações da organização criminosa.

Entre os presos estão um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas Tjam), apontado por repassar dados de processos sob segredo de Justiça; ex-assessoras parlamentares; uma investigadora da Polícia Civil que atua na Prefeitura de Manaus; um policial militar; além de outros investigados por participação no esquema financeiro. Um dos casos envolve suspeita de movimentação de cerca de R$ 1,5 milhão por meio de empresas de fachada, conforme a apuração.

Diante da repercussão, o Tribunal de Justiça do Amazonas informou que já adotou medidas administrativas internas em relação ao servidor preso e reafirmou que não compactua com desvios de conduta, destacando o compromisso com a legalidade e a transparência.

Parlamentares citados por vínculos funcionais passados com investigados também se posicionaram. O vereador Rodrigo Guedes afirmou que a ex-servidora mencionada atuou em seu gabinete entre 2022 e 2024, em funções técnicas, e que não integra a equipe há dois anos. Segundo ele, à época da contratação, não havia qualquer impedimento legal ou registro que indicasse conduta irregular.

O deputado estadual Elissandro Bessa declarou que a ex-assessora citada exercia exclusivamente funções técnicas e jurídicas no gabinete, sem atuação externa ou política, ressaltando que eventuais condutas fora do ambiente institucional são de responsabilidade pessoal da profissional.

O vereador Raulzinho informou, por meio de assessoria, que não irá se manifestar neste momento e deve tratar do assunto em sessão plenária.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também divulgou nota esclarecendo que não se responsabiliza por atos praticados por servidores fora do âmbito institucional e reiterou o compromisso com a ética e as normas do serviço público.

Já a Polícia Militar do Amazonas informou que o cabo preso responderá tanto judicialmente quanto a procedimentos administrativos internos, e que a corporação colabora com as investigações.

A Polícia Civil reforça que as investigações seguem em andamento e que os esclarecimentos públicos não alteram o foco da operação, que permanece restrito às pessoas presas e formalmente investigadas.

Com informações do D24h.

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