“Falam muito, fazem pouco. E quem vive na Amazônia continua sem ver benefícios reais”, afirmou.
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) usou o vexame do maior baile presidencial que não houve na história do Brasil, organizado pela Primeira-Dama Janja, para confirmar o ocaso e a desimportância de todos os fóruns mundiais do clima patrocinados pela ONU, afundando agora na COP de Belém. Com apenas 18 chefes de estado dos 193 filiados a ONU e um rei presentes, o coquetel de Janja foi atrasado por duas horas, à espera dos convidados, mas nada e ninguém apareceu. Esse episódio, segundo Plínio é marcante para o início de uma COP que como as outras 29 anteriores, não vai dar em nada, que os países ricos não vão enfiar a mão no bolso para salva o Planeta e nenhuma meta sairá do papel.
Dinheiro para as já abastadas ONGs infiltradas no Governo será o grande mote dessa COP em Belém. Mas Plínio prevê que isso também não passará de promessas que não vão sair do papel.
Os defensores da COP, já nessa edição, reconhecem que ela servirá apenas para tomar várias decisões sobre financiamento. Nenhuma delas saiu do papel. Basta ver o que ocorreu no Acordo de Paris, firmado por 190 países que prometiam limitar o aquecimento global a 1,5°C criar um fundo e US$100 milhões anuais. Nada disso sai do papel.Nada, nada vai sair do papel , discursou Plínio.
Segundo Plínio nas 29 COPs anteriores os discursos são sempre os mesmos, as promessas idênticas e os fracassos cada vez mais evidentes. Como está fadado ao fracasso o novo projeto da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de arrecadar bilhões para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (FTTT). O que se tem de concreto, além de promessas de outros países, só o Brasil enfiando a mão no bolso do contribuinte brasileiro.
Segundo ela, o fundo nasceu no Ministério do Meio Ambiente, “mas depois fizemos um trabalho ombro a ombro com o Ministério da Fazenda, o Banco Mundial, e fomos alargando as parcerias” . Ou seja, se veio algum dinheiro de fora, não se sabe quanto e nem de onde, mas ela alega que o fundo já está operacional, e com os primeiros aportes, com algo em torno de R$6 milhões , criticou Plínio.
Plínio também alertou para os danos que serão causados ao agronegócio e produção de alimentos. Segundo a ministra “para cada Dólar que vem de fundos soberanos nós vamos alavancar pelo menos US$4 para pagar por floresta protegida”.
Para quem não sabe um hectare produz, se for traduzido em dinheiro, uns US$20 mil, US$21 mil, e vamos receber US$4 por ano para manter a floresta em pé. Cabe-nos aguardar e essa fórmula mágica talvez, se der certo – e não vai dar -, aplicar nos outros setores do Governo, porque é uma mágica, salvaria o Governo, previu Plínio.
Para encerrar, Plínio criticou a hipocrisia dos ditos defensores da Amazônia, e que a COP de Belém não mostra a verdadeira Amazônia, onde cerca de 10 milhões de pessoas passam fome pisando na maior riqueza inexplorada.
A Amazônia mostrada na COP é a Amazônia deles, que, ao acabar, pegam os seus jatinhos e vão embora, e nós vamos ficar aqui. Nove a dez milhões de amazônidas não têm renda para comprar uma cesta básica. O Amazonas é o estado maior da Federação, rico em minerais, e 58% da população vive abaixo da linha da pobreza , encerrou Plínio.
Com informações do AM1.
