“Emenda Pix é um assalto ao contribuinte”, dispara Coronel Menezes

Declaração foi concedida à rádio Jovem Pan News Manaus nesta sexta-feira (16)

Diante das recentes operações da Polícia Federal que vêm revelando apreensões de grandes quantias em dinheiro não declarado em propriedades de políticos brasileiros, o pré-candidato a deputado federal e presidente municipal do Progressistas, Coronel Menezes, voltou a criticar duramente as chamadas “emendas Pix”. A declaração foi feita durante entrevista à rádio Jovem Pan News Manaus, nesta sexta-feira (16).

As emendas Pix são transferências especiais previstas no Orçamento da União, que permitem a parlamentares indicar diretamente recursos a estados e municípios. No entanto, parte significativa dessas emendas tem sido alvo de questionamentos por não apresentar planos de trabalho cadastrados, o que acendeu o alerta no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Sou totalmente contra essas emendas Pix. Quando o parlamentar destina uma emenda tradicional, ele precisa indicar uma finalidade clara, com programação, investimento definido e prestação de contas. O parlamentar acompanha e fiscaliza a aplicação do recurso até o fim”, afirmou Menezes.

Segundo ele, o modelo das emendas Pix fragiliza os mecanismos de controle e transparência. “A emenda Pix é um assalto ao contribuinte pagador de imposto. Esse dinheiro sai do bolso da população e, quando é repassado dessa forma, não exige fiscalização adequada, não tem acompanhamento e não está vinculado a um plano de trabalho, como construção de escolas, obras ou compra de equipamentos. Simplesmente o recurso é liberado e pode ser usado como bem entenderem”, criticou.

Menezes destacou ainda que, em muitos casos, essas emendas acabam sendo desviadas de sua finalidade original. “Na maioria das vezes, a emenda Pix é utilizada para outros fins, e todos sabem quais são”, disparou.

O pré-candidato reafirmou o compromisso de combater esse modelo, defendendo mais transparência no uso do dinheiro público. “O povo precisa cobrar. Cobre do seu parlamentar o que foi feito com a emenda. Não existe resposta concreta sobre aplicação em saúde, educação ou segurança. É obrigação da sociedade fiscalizar seus políticos”, concluiu.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *