BATE-BOCA: Ari Moutinho Júnior desafia Luís Fabian a quebrar sigilo em sessão do TCE-AM

Conselheiro criticou inciativa “TCE pela Educação” lançada na última semana e afirmou que os três últimos secretários da Seduc deveriam ser presos

O conselheiro Ari Moutinho Júnior afirmou, durante sessão plenária do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) desta segunda-feira (9), que os três últimos secretários estaduais de Educação deveriam estar presos, o que inclui a atual secretária Arlete Mendonça, a ex-secretária Kuka Chaves e o conselheiro Luís Fabian Barbosa, seu colega de tribunal.

A fala ocorreu após Fabian Barbosa criticar municípios que não participaram do lançamento do TCE pela Educação na última semana. O programa, oficialmente chamado de Programa de Apoio à Melhoria da Qualidade da Educação no Amazonas, tem como fim orientar as prefeituras para que melhorem seus indicadores e sejam elegíveis a receber recursos federais.

Na sequência, Ari Moutinho Júnior parabenizou os municípios que não participaram da cerimônia e chamou a iniciativa de “verdadeira desfaçatez” na educação do Amazonas.

“Uma educação que investe mal, que tinha que ter, pelo menos, os três últimos secretários presos. A Seduc, todo mundo sabe que ela tem uma mão invisível que lá trabalha, que lá paira, que tem relações de parentesco, promíscuas com fornecedores. Temos uma educação assaltada diariamente. Um cinismo ver aqui um pacto pela educação no estado do Amazonas. Esse pacto pela educação deveria começar com a Polícia Federal dentro da Seduc”, disse.

Moutinho chamou ainda de “assaltantes do dinheiro público” e “canalhas” e criticou Luís Fabian Barbosa por advertir os municípios que não participaram do evento, além de desafiá-lo a permitir que seus sigilos fiscais e telefônicos fosses quebrados e afirmar que ele era “uma vergonha para o estado do Amazonas”.

Em resposta, o conselheiro Luís Fabian que não perderia o tempo “respondendo a impropérios, até porque as autoridades constituídas estão aí para isso”.

“No dia em que eu cheguei neste tribunal e presenciei a primeira confusão que houve aqui, eu disse: ‘não foi para isso que eu vim para cá’. Nós vivemos em um país cuja democracia se mostra absolutamente forte. Existem autoridades constituídas para investigarem quaisquer que sejam as eventuais denúncias. Eu não farei uso nem da minha veste, nem do conselho para buscar plateia”, retrucou.

Caso Yara Lins

Retornando após meses afastado, o conselheiro Ari Moutinho Júnior foi alvo de um processo de injúria e ameaça contra a presidente da Corte de Contas, Yara Amazônia Lins, em outubro de 2023. No ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a sua condenação.

Segundo a investigação, o MPF comprovou as ofensas proferidas por Moutinho contra Yara Lins, xingada de “traíra” e “vadia”, além de tê-la ameaçado “com a Lindôra no STJ”, referindo-se à então vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo.

Em sessão sigilosa, em dezembro de 2024, os conselheiros do TCE-AM aprovaram o afastamento de Ari Moutinho Júnior após ele se tornar réu no STJ, sem prejuízo salarial. A medida aconteceu uma semana após alterarem o regimento da Casa para permitir a medida. Em seguida, o Tribunal de Justiça do Amazonas suspendeu a decisão do TCE de afastar o conselheiro.

Com informações do A Crítica.

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