Janja explica por que Lula não vai à missa em evento de evangélicos

A primeira-dama Janja (foto) participou de um encontro dos evangélicos do PT na segunda, 8. Durante o discurso de 14 minutos, ela explicou por que Lula não vai à missa. Segundo ela, o presidente prefere evitar misturar política com religião.

O presidente Lula mandou a mensagem para a Marcha para Jesus, falando que ele nunca vai usar a fé ou qualquer espaço religioso como palanque político. Ele não vai usar mesmo. Às vezes eu acho que ele sente falta muito de ir numa…. Ele é católico… que ele sente falta de ir à missa. Ele foi criado… O Partido dos Trabalhadores nasceu nas igrejas… nas [Comunidades] Eclesiais de Base. Enfim, ele é católico. Foi de grupo. Então, ele sente falta um pouco de ir, mas ele não vai porque ele acha que ele não pode misturar. Porque a presença dele — ele já é um ser político na sua essência — então ele ele não quer misturar“, afirmou Janja.

Progressismo evangélico

Na sua fala, contudo, Janja fez uma bela mistura entre política e religião.

Eu queria entender qual eram os obstáculos que essas mulheres viam em nós, do campo progressista. Eu não vou nem falar do campo da esquerda, tá, gente? É muito difícil falar isso: esquerda e direita. Eu acho que se a gente continuar nisso, a gente vai ficar patinando igual a um carro encalhado na lama. Eu acho que é o campo progressista que acredita nos valores, como quase todo mundo falou aqui, nos valores que estão no Evangelho, que estão na Bíblia“, afirmou.

Crítica aos pastores

Janja fez uma crítica a Silas Malafaia.

Eu gostei muito que a Ava (?) falou do [Silas] Malafa, porque eu também não chamo ele de pastor, né? Ele teve a cara de pau de ir a uma rede social e falou que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher para mim é importante.”

Sua crítica, no entanto, foi mais ampla aos pastores, que, segundo ela, não socorrem as mulheres que pedem ajuda.

A igreja também é uma porta de entrada para mulheres vítimas de violência que vêm buscar socorro. Muitas vezes elas são acolhidas pelas irmãs e muitas vezes não são acolhidas pelos pastores, mas as irmãs no entorno acolhem essas mulheres.”

Revelação

Janja afirmou que não sabia da participação das mulheres na Bíblia.

A cada evento que a gente fazia, a cada encontro desse, a Nilsa sempre trazia uma palavra da Bíblia que dizia referência a uma mulher… De como as mulheres aparecem na Bíblia. Para mim, foi uma revelação. Porque a gente sabe: a Bíblia foi escrita por homens e que a presença feminina é muito subjetiva.”

A gente precisa olhar a Bíblia também pela ótica feminina. Os homens precisam olhar também a Bíblia pela ótica feminina e da importância que as mulheres tiveram na vida de Cristo e que ainda continuam tendo na sociedade. Eu sei que esse é um ano difícil. É um ano em que a gente vai para uma disputa eleitoral, mas a gente tem que ir com o coração tranquilo.”

Bala do Estado

Para Janja, o problema não é a bala do bandido, mas a “bala do Estado“.

Além de Deus cuidar de nós, que a gente sabe que ele está cuidando, a gente precisa de um Estado que também cuide de nós. A gente precisa de uma sociedade que também cuide de nós. A gente precisa andar tranquilamente pelas ruas. A gente precisa não ter medo de chegar em casa e encontrar um companheiro que nos espanque. A gente precisa não ter medo que nossos filhos andem pelas ruas da comunidade sem levar uma bala do Estado.”

Com inforamções da Crusé.

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