O relator escolhido para cuidar da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), Weverton Rocha (PDT-MA), disse, nesta quinta-feira (27/11), que recebeu uma “missão difícil” diante do clima tenso criado pela escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O nome do advogado-geral da União irritou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que estava em campanha para emplacar o seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luis Roberto Barroso no STF.
Weverton recebeu Messias em seu gabinete no período da manhã e ambos conversaram à sós por mais de uma hora. Depois do encontro, o senador do PDT disse que irá procurar Alcolumbre ainda nesta quinta para tentar distencionar a relação.
“Eu fiquei honrado com a missão, que é uma missão, todos sabem que é uma missão difícil, obviamente, até pelo clima. Estamos aí em um ano que já está praticamente num calendário eleitoral, e com isso acaba repercutindo também em muitos movimentos. Eu vou entender de verdade como que está o ambiente da Casa e vamos trabalhar”, disse Weverton a jornalistas.
Weverton foi escolhido pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) Otto Alencar (PSD-BA) em conjunto com o presidente da Casa. A sabatina e a votação está marcada já para 10 de dezembro, um prazo apertado para que Messias reverta a desaprovação dos senadores.
O indicado de Lula já iniciou o chamado “beija-mão” no Senado e se reuniu, até o momento, com os líderes do PSD, MDB, além do relator. Na noite de quarta-feira, disse acreditar que terá um encontro com Alcolumbre “no momento certo” e negou que haja uma briga com o presidente do Senado.
Com informações do Metrópoles.
