A ONG Observatório do Clima moveu uma ação judicial para barrar as obras de pavimentação da entreda que liga Manaus (AM) a Porto Velho (Ro)
Uma ação judicial movida pelo Observatório do Clima para barrar as obras de pavimentação da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), provocou reação de lideranças políticas do Amazonas. Os senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) e o governador interino Roberto Cidade (União) se manifestaram publicamente em defesa da rodovia, considerada estratégica para a integração do estado ao restante do país.
Em pronunciamentos, os três políticos criticaram a iniciativa da ONG, argumentando que a tentativa de impedir o asfaltamento da BR-319 impacta diretamente a população amazonense, sobretudo em áreas mais isoladas.
Omar Aziz afirmou que não é a primeira vez que entidades recorrem à Justiça para tentar travar o avanço da obra. Segundo ele, há uma percepção equivocada de que o desenvolvimento da região é incompatível com a preservação ambiental.
“Ninguém preserva mais o Amazonas do que os povos originários, os indígenas, os caboclos, os amazonenses. Nós sabemos cuidar da nossa floresta”, declarou o senador, ao defender que a população local tem conhecimento e responsabilidade sobre o território.
Ele também disse esperar que o Judiciário considere o impacto social da rodovia, destacando sua importância para mobilidade, saúde economia.
Na mesma linha, o governador interino Roberto Cidade classificou como “inadmissível” a tentativa de barrar o projeto.
“O Amazonas também é Brasil. Nosso povo não pode mais sofrer com a falta da pavimentação da BR-319”, afirmou.
Cidade destacou que o governo estadual está aberto ao diálogo, mas reforçou que a pauta da rodovia é uma demanda histórica. Ele também associou a obra à redução do isolamento do estado e ao fortalecimento do desenvolvimento econômico, garantindo, segundo ele, que isso pode ocorrer com preservação ambiental.
Eduardo Braga critica interesses por trás da ação
Já o senador Eduardo Braga foi mais enfático ao questionar os interesses envolvidos na ação judicial. Em publicações nas redes sociais, ele sugeriu que há motivações financeiras por trás de discursos ambientais contrários à obra.
Braga afirmou que há organizações que lucrariam com a manutenção do isolamento da região e criticou o fato de a ONG não ter sede no Amazonas.
“O argumento como sempre é o meio ambiente. Um falso interesse, porque o verdadeiro interesse é financeiro”, escreveu nas redes sociais.
Com informações do Rede Onda Digital.
