O Partido Liberal (PL) lançou neste sábado, 30, em Manaus, as pré-candidaturas da Professora Maria do Carmo Seffair ao Governo do Amazonas e do deputado federal Capitão Alberto Neto ao Senado. Apesar da presença de lideranças partidárias, o que mais chamou atenção foi a baixa adesão de público, registrada em imagens compartilhadas nas redes sociais, destacou a Revista Cenarium.
Realizado na quadra da escola de samba Unidos do Alvorada, na zona Centro-Oeste da capital, o evento teve como objetivo formalizar a chapa majoritária da legenda para as próximas eleições e apresentar os nomes que representarão o partido na disputa estadual.
Os registros do encontro passaram a circular ao longo do dia e provocaram debates entre militantes, apoiadores e observadores da cena política amazonense. As imagens impulsionaram discussões sobre a capacidade de mobilização do partido e o alcance do ato político promovido pela legenda na capital amazonense.
O evento contou com a presença do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do presidente estadual da sigla, Alfredo Nascimento, além de lideranças locais e caravanas vindas do interior do Estado. Durante a programação, o partido buscou apresentar oficialmente sua estratégia para a disputa eleitoral e reforçar o alinhamento entre seus dirigentes e pré-candidatos.
A realização do ato aconteceu poucos dias após movimentações internas que envolveram a relação entre Maria do Carmo Seffair, Valdemar Costa Neto e Alfredo Nascimento dentro do PL no Amazonas. O episódio ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo em que o presidente nacional da legenda reafirmou o papel de Alfredo no comando partidário estadual. Na gravação, Valdemar destacou que as decisões do partido são tomadas nos estados e ressaltou que a condução da sigla no Amazonas.
Questionada , a pré-candidata afirmou que respeita a estrutura interna da legenda e negou que a manifestação de Valdemar represente perda de autonomia política. “A gente tem que respeitar a hierarquia. Eu sou uma pessoa de hierarquia. É óbvio que hoje eu sou aqui uma pré-candidata e eu me sujeito às regras do partido. O que ele quis dizer é que realmente ele é o condutor do processo no Estado. Não que ele manda em mim, na minha pessoa. Isso não tem nada a ver”, declarou.
Maria do Carmo acrescentou que sua independência está relacionada à condução da pré-candidatura, mas que as normas partidárias precisam ser observadas. “A minha independência é na pré-candidatura, mas as regras do partido elas existem. Aliás, para qualquer partido. Aliás, em qualquer empresa, eu sou uma pessoa que trabalho com hierarquias”, afirmou.
Ao final da resposta, a pré-candidata buscou transmitir uma mensagem de unidade interna e alinhamento entre os integrantes da legenda. “Essa tropa é de elite, vocês ainda não viram isso. Uma tropa unida, irmanada, no único objetivo, mudar o Amazonas. E só somos nós que vamos mudar, porque os outros não mudaram esse tempo todo”, disse.
Com informações da Revista Cenarium.
