Adjuto teve voto contrário apenas dos deputados da bancada do PSD e de Thiago Abrahim do MDB
Em Sessão Extraordinária realizada nesta quarta-feira (15/7), no Plenário Ruy Araújo, o deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para o mandato de 15 de julho de 2026 a 31 de janeiro de 2027. Com a presença dos 24 deputados estaduais, o parlamentar recebeu 19 votos favoráveis e cinco contrários. A eleição foi realizada em cumprimento à decisão liminar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os quatro deputados da bancada do Partido Social Democrático (PSD): Alessandra Campêlo, Mayra Dias, Rozenha e Wilker Barreto e o Thiago Abrahim votaram contra, os quais criticaram como a questão da sucessão ocorreu, por meio de uma emenda jabuti numa resolução legislativa, além de ressaltar o racha interno na Aleam
Durante a sessão, a secretária-geral da Mesa Diretora, deputada Alessandra Campelo (PSD), fez a leitura resumida do Ofício Eletrônico nº 16.228/2026, da Secretaria Judiciária do Supremo Tribunal Federal, que comunicou a decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.984, de relatoria do ministro Flávio Dino, proposta pelo partido Solidariedade.
Após a eleição, Adjuto Afonso agradeceu aos parlamentares que votaram em sua candidatura e também aos que tiveram posicionamento diferente, destacando que a divergência faz parte da democracia.
“Todos nós, deputados, representamos uma parcela da sociedade do nosso estado, e nossa intenção é representar bem a população que nos elegeu. Hoje, ao assumir este mandato, dou continuidade ao mandato exercido pelo atual governador Roberto Cidade. Como primeiro vice-presidente, assumi a Presidência interinamente e, agora, vocês me concedem a legitimidade para permanecer no cargo até 31 de janeiro de 2027. Certamente, será um mandato marcado pelo diálogo e pela construção de consensos, para que possamos dar continuidade ao trabalho com pautas positivas”, afirmou.
Voto contrário
Em seu voto, a deputada Alessandra Campêlo destacou que o voto contrário era uma orientação de bancada e lembrou que a sessão só estava acontecendo porque a efetivação de Adjuto Afonso foi feita “numa resolução que tratava de nomenclatura da Comissão de Causa Animal e se colocou no parecer uma resolução efetivando a presidência”.
“Acho que foi um desgaste desnecessário para esta casa, já que o deputado Adjuto sempre teve aqui, acredito, a maioria dos deputados cconcordando com a posse dele na presidência”, frisou.
