Convenção de PSD, MDB e Republicanos será realizada sem o PT
A convenção conjunta marcada para o próximo dia 25 de julho, que oficializará as candidaturas de Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas e de Eduardo Braga (MDB) à reeleição ao Senado, expôs um novo capítulo das articulações da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. Embora PSD, MDB e Republicanos tenham convocado o evento em conjunto, o PT ficou de fora da organização, mesmo integrando o campo político que apoia a reeleição de Lula, evidenciando um desalinhamento entre os aliados locais.
O principal ponto de tensão envolve o futuro político do ex-deputado federal Marcelo Ramos, que vinha se colocando como pré-candidato ao Senado pelo PT. Em entrevista ao programa Em Alta, da Rádio Antena 1 Manaus, nesta segunda-feira (13/7), Eduardo Braga afirmou que Ramos comunicou, em reunião com ele e Omar Aziz, que desistiria da disputa por motivos pessoais e familiares e que assumiria a coordenação da campanha à reeleição de Lula no Amazonas. Segundo Braga, a decisão abriria caminho para que a coligação lançasse apenas um candidato ao Senado.
Ramos rebate Braga
A versão apresentada pelo senador, contudo, foi imediatamente contestada por Marcelo Ramos. Em publicação nos stories do Instagram, o ex-deputado afirmou que “ninguém falou comigo em momento algum sobre coordenação da campanha do presidente Lula” e classificou como inexistente qualquer conversa nesse sentido, acrescentando que ainda está avaliando sua participação nas eleições de 2026 após dialogar com familiares, amigos e dirigentes do PT. Ramos informou que somente após esse processo anunciará oficialmente sua decisão.

A divergência pública entre Braga e Ramos ocorre justamente no momento em que a aliança governista busca demonstrar unidade para o início oficial da campanha. Enquanto a chapa formada por PSD, MDB e Republicanos avança para a convenção sem a participação formal do PT, permanece indefinido qual será o papel do partido no palanque estadual, especialmente diante da indefinição sobre a candidatura de Marcelo Ramos e da ausência de uma composição anunciada entre as legendas.
Nos bastidores, o cenário segue indefinido. Enquanto Marcelo Ramos afirmou que ainda está avaliando os acontecimentos e que fará um pronunciamento oficial sobre sua participação nas eleições de 2026, Eduardo Braga sustenta que a aliança formada por MDB, PSD e Republicanos, com apoio do PT, deverá lançar apenas um candidato ao Senado, sinalizando que o grupo trabalha com a consolidação de uma candidatura única para a disputa.
Com informações da Onda Digital.
