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Em cerimônia fechada, Lula empossa general Amaro como ministro do GSI

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À portas fechadas no Palácio do Planalto, na manhã desta quinta-feira (4/5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu posse ao general da reserva Marcos Antônio Amaro como o novo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A continuidade de um general do Exército à frente do gabinete é uma vitória da ala governista que desejava manter o órgão nas mãos de militares e não de civis conforme defendia outra base do governo. Pelo Twitter, Lula deu boas vindas ao general.

Amaro, que já foi responsável pela segurança da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), entrou no lugar de Gonçalves Dias. O general GDias, como é conhecido, pediu demissão em abril em meio ao vazamento de imagens dele e de agentes da pasta interagindo com golpistas no dia dos atos terroristas de 8 de janeiro.

O ex-interventor de segurança pública no Distrito Federal, Ricardo Cappelli, assumiu interinamente a chefia do GSI após a saída de G. Dias. Ele afirmou que foi orientado por Lula a acelerar a troca de servidores que prestam serviço no órgão desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Cappelli relatou ainda que cerca de 35% dos servidores foram trocados desde o início do novo governo. Desde o fim do mês passado, mais de 80 servidores do gabinete foram exonerados. Ontem, por meio das redes sociais, ele caracterizou seu trabalho como “missão cumprida” e confirmou o retorno como secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Após retorno da viagem a Londres para coroação do Rei Charles III, Lula deverá se reunir com Amaro para decidir sobre a nova estrutura do gabinete e a redistribuição de cargos vagos entre militares e civis.

Quem é Amaro?

O general de Exército Marcos Antonio Amaro dos Santos, 65 anos, nasceu em 25 de setembro de 1957, na cidade de Motuca (SP). Santos está há 49 anos no serviço militar e já serviu em unidades de artilharia em Jundiaí (SP), no Rio de Janeiro (RJ) e em Olinda (PE). Foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras e da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais.

Com diversas condecorações nacionais e estrangeiras, o general já foi comandante do GSI no fim do governo Dilma, deixando o cargo logo após o impeachment da presidente, em maio de 2016. A instituição se chamava Casa Militar à época.

No governo de Jair Bolsonaro (PL), o general da reserva ficou responsável pelo comando militar do Sudeste e assumiu o posto de chefe do Estado-Maior do Exército. O cargo era ocupado por ele até maio de 2022. Amaro entrou para a reserva do Exército apenas em janeiro deste ano.

Fonte: Correio Braziliense

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