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Política

Garimpo ilegal é o maior responsável pela contaminação dos peixes na Amazônia, aponta Confederação de Pesca

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O presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln, afirmou ao Podcast Sim & Não, de A Crítica, que o garimpo ilegal é o maior responsável pela contaminação dos peixes na Amazônia e as medidas tomadas pelos órgãos de controle responsabilizam somente os pescadores profissionais ao invés de grandes empresas. 

Para o presidente da CBPA, o garimpo se expandiu pela falta de políticas públicas que possam proteger a população ribeirinha, onde até o próprio pescador é proibido de ter acesso aos rios. Durante a entrevista, ele relatou que em rios no estado do Pará é visível a contaminação.

“Só tem o garimpo, porque alguém fechou os olhos para ele e se alguém fechou os olhos é porque alguém foi beneficiado por isso. E tem muitos cantos, tanto aqui quanto no Pará, que o pescador não tem acesso às águas porque o latifundiário não deixa, porque o garimpo não deixa, porque a pesca esportiva não deixa”, afirmou.

No Amazonas, 92,5% da população se alimenta de peixes pelo menos uma vez na semana, segundo a Secretaria de Produção rural (Sepror). No entanto, uma pesquisa feita pela Fiocruz mostrou que em 17 centros urbanos na Amazônia Legal, os índices de contaminação por mercúrio excedem a média estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo resultado da exploração ilegal de minérios.

O presidente da CBPA esteve no Amazonas para realizar a sétima edição do “Grito da Pesca”, que tem como objetivo promover um momento de confraternização entre os trabalhadores da piscicultura artesanal e apresentou uma carta de compromisso para o desenvolvimento sustentável alinhado à criação de políticas de valorização para a categoria.

Dentre as prioridades da carta, que foi apresentada na presença do ministro da Pesca, André de Paula, e do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Alessandro Stefanutto, estão: a criação do fundo nacional de pesca, financiado pelos royalties de petróleo; e abertura de crédito para a classe de pescadores, com prioridade para o recadastramento dos profissionais, já que houve a suspensão de pelo menos 67 mil registros gerais da atividade pesqueira entre 2019 e 2022. 

Fonte: A Crítica

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