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Governo Lula apela ao Centrão para controlar CPI do MST

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Brasília (DF) – A oposição ao governo Lula perdeu oito cadeiras na CPI do MST nesta quarta-feira (9), graças a uma mãozinha do Centrão. A mudança, informa o Estadão, foi articulada pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e levou o comando da comissão a anunciar que desistiu de pedir a prorrogação dos trabalhos

A CPI do MST vinha emendando uma sessão tensa atrás da outra, com depoimentos de ex-militantes sem-terra arrependidos e trocas de acusações entre os integrantes do governo e da oposição. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a intervir hoje, cancelando a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

Após a intervenção do governo, deixaram a CPI Diego Garcia (PR) e Messias Donato (ES), do Republicanos, e Alfredo Gaspar (AL) e Nicoletti (RR), do União Brasil. Do PP, saíram Ana Paula Leão (MG) e Clarissa Tércio (PE). Do PL, saem Magda Mofatto (GO) e Coronel Meira (PE), que ocupavam vagas cedidas por Patriota e PP, respectivamente.

José Guimarães explicou assim as mudanças: “Fizemos o que tinha que ser feito para impedir a barbárie”. O governo Lula, responsabilizado pelo comando da CPI pelas invasões do MST realizadas neste ano, após a posse do presidente, vinha se desgastando semanalmente com os golpes desferidos pela CPI. O governo tinha até agora a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) como principal anteparo contra os ataques da oposição, além da presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR).

O relator da comissão, Ricardo Salles (PL-SP), jogou a toalha. “Nós não vamos pedir prorrogação. Não faz sentido alongar uma CPI cuja maioria dos membros é o governo ligado umbilicalmente ao MST”, comentou. Segundo ele, “claramente há uma movimentação dos partidos que querem ser governo para consolidar apoio e formar bases que o centrão sempre negociou”.

Os 120 dias regimentais da CPI do MST acabam no dia 14 de setembro. Ela poderia ser prorrogada por mais 60 dias.

Fonte: O antagonista

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