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Política

Terra Yanomami tem quase 130 mortes em menos de 6 meses de emergência

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Desde o início da emergência de saúde na Terra Yanomami, o Ministério da Saúde contabilizou 129 mortes de indígenas. A maioria, 43,4%, continua sendo de crianças de zero até 4 anos.

Desde janeiro deste ano, o Centro de Operações de Emergências (COE) Yanomami tem apresentado os números das ações de saúde intensificadas na reserva semanalmente e até quinzenalmente. No último relatório, publicado no último dia 3 de junho, houve um aumento de três mortes em comparação ao documento divulgado em 27 de maio. Naquele mês, ocorrem 29 mortes.Duas das novas mortes ocorreram no hospital, uma não teve o local informado.

As doenças infecciosas também seguem como as maiores causas das mortes. O relatório lista como doenças infeccionas pneumonia (29), doenças diarreicas (9), malária (8), tuberculose (3), parasitose (1), choque séptico (4) e ITU (3). Há ainda 25 mortes por causas externa, 16 por desnutrição, 9 como óbito neonatal e 4 por doença do aparelho digestivo.

Também são listadas 13 mortes por causas mal definidas, 2 por epilepsia e 3 por parada cardiorrespiratória. Quatro desses óbitos ainda estão em investigação para confirmação, pois ocorreram no território indígena.

A Terra Yanomami é a maior região indígena do Brasil, com uma área que se estende entre os estados de Roraima e Amazonas e região sul da Venezuela. Nos últimos anos, a área foi alvo da exploração indiscriminada de minérios, como ouro e cassiterita, o que gerou a ampliação do desmatamento, contaminação dos rios por mercúrio e avanço de doenças, a exemplo da malária e covid. Atualmente, o Ministério da Saúde estima que 31.007 indígenas estejam no território.

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