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Elon Musk volta a chamar Moraes de “ditador” e diz que ministro tem Lula “na coleira”

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Brasília (DF) – O bilionário Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, voltou a usar sua conta oficial no antigo Twitter para atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Desta vez, sobrou também para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), outro alvo do empresário.

Em mensagens publicadas na noite de segunda-feira (8), depois de já ter criticado duramente o ministro do STF no fim de semana, Musk subiu o tom e voltou a chamar Moraes de “ditador”.

“Como Alexandre de Moraes se tornou o ditador do Brasil? Ele tem Lula na ‘coleira’”, escreveu o dono do X, insinuando um suposto conluio entre o ministro do Supremo e o presidente da República.

Na sequência, Musk associou a vitória de Lula nas eleições de 2022 – quando derrotou o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno – a um suposto favorecimento por parte de Moraes, que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Como Alexandre tirou Lula da prisão e colocou o dedo na balança para eleger Lula, Lula obviamente não tomará nenhuma atitude contra ele. A próxima eleição será fundamental”, afirmou o dono do X.

Moraes assumiu a presidência do TSE em agosto de 2022, a dois meses da eleição presidencial daquele ano, e segue no cargo até hoje. O ministro comandou o órgão durante o último processo eleitoral, cuja lisura sempre foi contestada por Bolsonaro e aliados – sem terem apresentado qualquer prova de fraude.

Moraes também é o relator, no STF, do inquérito que apura a disseminação de fake news nas redes sociais e supostos ataques contra a democracia. O magistrado determinou a suspensão e exclusão de diversas contas no X – medida que é criticada por Musk e classificada por aliados de Bolsonaro como “censura prévia”.

Na segunda-feira (8), o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, divulgou nota em apoio ao colega de tribunal. No comunicado, o magistrado não cita o nome de Musk nem menciona o X, mas afirma que todas as empresas que atuam no Brasil estão sujeitas às leis nacionais.

Já o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disse que a regulamentação das redes sociais é inevitável. O parlamentar defendeu a construção de “marcos legislativos que sejam inteligentes e eficientes para poder disciplinar o uso dessas redes sociais no país”. No ano passado, o Senado Federal aprovou um projeto de lei nesse sentido, que ainda aguarda apreciação pela Câmara dos Deputados.

Com informações do Infomoney.

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