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Amazonas

PF investiga fraude de R$ 245 milhões de empresas de lixo em Manaus

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Manaus (AM) – Cinco empresários, entre eles os empresários Mansur e Sodré Neto, donos da Tumpex, procuradores e funcionários das empresas foram presos na manhã desta terça-feira (20) na capital amazonense. Para sonegar impostos, empresas que prestam serviços de limpeza pública em Manaus usavam ‘notas frias’ emitidas por empresas de fachada referente a produtos que nunca foram comprados, informou o delegado Eduardo Zózimo, coordenador da operação ‘Entulho’, deflagrado pela Polícia Federal (PF) do Amazonas.

Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de R$ 120 milhões em bens dos envolvidos. Os nomes deles e das empresas investigadas não foram divulgados pela PF.

“Empresas eram criadas apenas para emitir notas fiscais de produtos que elas não adquiriram e que elas não trabalhavam. Em regra, esses produtos eram areia, pó de brita, cascalho. Sendo que essas empresas nunca adquiriram esse tipo de produto para ser revendido. Na realidade, esses produtos nunca foram entregues”, disse Eduardo Zózimo em entrevista coletiva na manhã desta terça.

De acordo com as investigações, as empresas emitiam as “notas frias” para o grupo econômico que detêm contratos com a Semulsp (Secretaria Municipal de Limpeza Urbana de Manaus) e o grupo usava as notas para deduzir no cálculo de tributos. Ainda conforme o inquérito, foram emitidos cheques para pagamento que eram sacados por funcionários do grupo econômico.

“O cheques eram sacados na boca de caixa. Foram sacados R$ 110 milhões”, revelou o delegado Eduardo Zózimo.

Sonegação

Entre os anos de 2016 e 2021, as empresas emitiram R$ 245 milhões milhões em notas fiscais e as investigações indicam que a sonegação alcançou R$ 100 milhões. “A operação traz indícios que podem nos levar a sonegação fiscal, entre outros crimes, no montante de R$ 100 milhões que deixaram de ser pagos ao fisco”, disse o delegado da Receita Federal, Eduardo Badaró.

Além de sonegação fiscal, os investigadores suspeitam da prática dos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Agentes públicos não foram alvos da operação, informou Eduardo Zózimo, mas os contratos com as empresas investigadas estão vigentes com a Prefeitura de Manaus.

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