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Amazonas

Ministério Público indica falha de todas as prefeituras do AM por ‘colapso climático’

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Manaus (AM) – Com 80% dos municípios em situação de emergência em decorrência do período de estiagem no Amazonas, o procurador do Ministério Público de Contas, Ruy Marcelo, indica que houve omissão de todas as prefeituras do Estado, resultando no que ele caracteriza como “colapso climático”.

O procurador, que é responsável pelas questões relacionadas ao meio ambiente no órgão, relacionou o atual cenário vivido por inúmeros amazonenses como consequência do desaparelhamento das estruturas municipais no que tange as ações vinculadas à política ambiental, infomou a Folha de São Paulo.

“Há anos a ciência aponta os riscos iminentes da mudança do clima e a vulnerabilidade do nosso bioma Floresta Amazônica. Há anos, foram alertadas as autoridades e entidades federadas sobre o risco e o número alarmante e crescente das queimadas. Desde dezembro de 2022 foi divulgado prognóstico metereológico de El Niño. Então, houve omissão e falta de medidas proporcionais ‘a gravidade do perigo”, frisou Ruy.

O procurador destaca ainda que todas as prefeituras amazonenses já foram alvo de representações do MPC junto ao Tribubal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que as julgou procedente e multou vários prefeitos, dando-lhes prazos para implantar estruturas de combate aos incêndios.

“Neste ano, todos foram novamente notificados sobre a falta de gestão preventiva e estruturação das defesas civis locais. No mês passado, ao menos dois prefeitos foram multados pelo TCE por não comprovarem preparação para enfrentamento de risco de desastres”, revela.

Outro cenário

Mesmo diante de uma das estiagens mais severas sofridas pelos amazonenses, Ruy acredita que, futuramente, o cenário pode ser outro, a depender da ação humana. Ele compara o período atual com o da pandemia de Covid-19 e traz uma reflexão.

“Há pouco tempo vivíamos a tragédia da Covid-19 e imaginávamos que havíamos compreendido o sinal da natureza. Mas parece que pouco adiantou. Espero que desta vez, com essa amostra do colapso climático, ano que vem possamos virar a mesa, pois é uma questão de se adaptar para sobreviver ou deixar morrer. Há algo mais importante que preservar a vida?”, questiona o procurador.

Dados da Defesa Civil, atualizados nesta quinta-feira (12), apontam que apenas Presidente Figueiredo e Apuí estão dentro do padrão de normalidade. Cinquenta municípios estão em emergência e 10 em alerta. A estiagem já afeta 392 mil amazonenses.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros já combateu 2.209 focos de incêndio, a maioria no interior do Estado.

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