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Oitenta por centro da população de Manaus é contra o aborto, revela pesquisa

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Manaus (AM) – A maioria dos manauaras é contra o aborto voluntário até a 12ª semana de gravidez, apontou uma pesquisa feita pela Action Pesquisas de Mercado divulgada, nesta segunda-feira (9). Conforme pesquisa com 800 entrevistados, 80,6% são contra e apenas 12,2% são favoráveis à interrupção da gravidez. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 6 de outubro, de forma presencial, informou o Amazonas 1.

A população de Manaus demonstrou possuir perfil conservador nas urnas, elegendo políticos que defendem temas como a família tradicional composta por homem e mulher; são contrários à descriminalização do porte de drogas para consumo próprio e à legalização do aborto.

Em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) e previsto no artigo 128 da constituição, o aborto no Brasil é permitido quando não há outro meio de salvar a vida da gestante; se a gravidez resulta de estupro ou em caso de anencefalia fetal.

No mês passado, quando ainda era presidente do STF, a ministra Rosa Weber colocou em votação e votou pela descriminalização da interrupção voluntária da gravidez, nas primeiras 12 semanas de gestação. O julgamento foi suspenso por pedido de destaque do ministro Luís Roberto Barroso, e, com isso, prosseguirá em sessão presencial do Plenário, em data a ser definida.

A discussão sobre a descriminalização do aborto foi provocada no STF pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), autor da ação, e chegou a ser objeto de audiência pública em 2018 convocada por Rosa Weber. O objetivo era debater o tema com especialistas e representantes de entidades governamentais e da sociedade civil.

Os defensores da legalização argumentam que a suspensão do aborto leva a abortos clandestinos inseguros, que representam um risco significativo para a saúde e a vida das mulheres, o que é rebatido pelos políticos de direita. Logo que o tema voltou a ser debatido no STF, os políticos e entidades intensificaram os discursos nas casas parlamentares.

Nesta segunda-feira (9), o vereador Raiff Matos (DC) atribuiu a suspensão à mobilização de famílias que são contrárias à descriminalização. De acordo com Raiff, o ponto máximo dessa mobilização aconteceu nesse domingo (8), com a realização da Marcha das Famílias Contra o Aborto, que reuniu pessoas no Centro de Manaus.

Raiff também é autor da Lei nº 2025/2023, que institui a Semana Municipal pela Vida, na cidade de Manaus, para divulgar a importância da proteção integral ao nascituro. O PL teve apoio dos vereadores Ivo Neto, Jander Lobato, João Carlos, Marcel Alexandre, Peixoto, Rosivaldo Cordovil, Thaysa Lippy  e Wallace Oliveira.

Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a deputada Débora Menezes (PL) também convocou a população para pressionar a Suprema Corte a não aprovar a descriminalização.

Na Câmara, o deputado federal Alberto Neto (PL) também já declarou ser contra o aborto. O parlamentar considera que a descriminalização é um atentado à vida humana. “É inaceitável que num país com tantos casos pendentes o STF priorize pautas como esta, que ferem os princípios da nossa Constituição”, postou o deputado após a decisão de Rosa Weber de encaminhar o tema para votação.

Outro deputado federal, que é contra o aborto, é Fausto Júnior (União) que considera um crime legalizar o aborto. Em uma postagem nas redes sociais, o parlamentar defendeu uma moção de que repudia a aprovação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.

“O nascituro, o ser humano mais indefeso e inocente, merece nossa proteção incondicional. É inaceitável sacrificar o direito primordial à vida em detrimento de uma suposta liberdade de escolha, ao legalizar um CRIME. Aborto é assassinato!”, afirmou.

“Sem pressa”

Ao assumir a presidência do STF, o ministro Luís Roberto Barroso já disse não tem pressa para retomar a votação da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Como presidente da Corte, cabe a Barroso definir a pauta de julgamentos. O magistrado também foi quem pediu destaque — o que suspendeu a análise do caso. Agora, a discussão deixa de ser no plenário virtual e terá de ser votada de forma presencial.

Com informações do Amazonas 1.

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