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Amazonas

Polícia Civil não sabe como enquadrar policial em caso de tiro em advogado

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Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas ainda não sabe como enquadrar o policial Raimundo Nonato Machado na lei. Ele se envolveu em uma briga e deu o revólver à esposa, Jussana Machado, que atirou no advogado Ygor de Menezes Colares, de 35 anos, na última sexta-feira (18). O tiro atingiu a perna de Ygor durante briga no condomínio Life, localizado na zona oeste de Manaus.

A esposa do policial civil foi presa em flagrante por lesão corporal contra a babá e Raimundo Nonato Monteiro responde como coautor. Conforme o delegado-geral Bruno Fraga, o caso precisará de análise dentro do prazo do inquérito policial, que é de dez dias, informou o Amazonas Atual.

O advogado interveio para socorrer a babá do filho dele, identificada como Claudia Gonzaga, de 40 anos, que era agredida por Jussana. As agressões e o momento do disparo foram registrados por câmeras de segurança do condomínio e disponíveis para a polícia.

“A parte técnica deste inquérito policial demanda uma análise. Oitiva de testemunhas, da análise minuciosa dos vídeos e do laudo pericial. Então, isso é feito dentro do prazo legal do inquérito. Não significa que a tipificação que existe não possa ser transmudada em outros crimes. Isso depende de uma análise que é feita durante o processo de inquérito”, disse Bruno Fraga em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (21).

O delegado informou que foi aberto um procedimento administrativo na corregedoria da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para apurar a conduta do policial. “O delegado que recebeu a denúncia, durante o plantão, agiu de forma cautelosa pra que não houvesse nenhum tipo de precipitação, haja vista que a prisão é uma medida de exceção”, acrescentou Bruno Fraga.

“Ressalto que não houve omissão por parte do plantão do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) no momento da apresentação dos envolvidos. As materialidades apresentadas fez com o que o delegado plantonista decidisse por imputar o crime de lesão corporal ao investigador e flagrantear a esposa dele por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, disparo de arma de fogo, lesão corporal e ameaça”, disse Fraga

Questionamento

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) questionou a Polícia Civil, no último sábado (19), por não ter feito a prisão em flagrante do investigador Raimundo Nonato, por ele ter fornecido a arma de fogo para efetuar o disparo contra o advogado. O investigador teve a prisão decretada após pedido do MPAM e se apresentou no domingo (20).

Bruno Fraga disse que no momento da apresentação do policial e da esposa dele não foi possível enquadrá-los em tentativa de homicídio porque é a partir do inquérito que todas as provas, entre elas, imagens de câmeras de segurança e testemunhas, serão analisadas.

“Durante a apresentação, os elementos que foram repassados ao delegado foram analisados, e, naquele momento, tanto o servidor quanto a esposa dele foram responsabilizados com o material que foi apresentado ao delegado. Posteriormente, chegaram outros vídeos. Durante o decorrer do inquérito, possíveis novos crimes podem ser imputados”, esclareceu Bruno Fraga.

“Reiteramos que a PC reprova o ocorrido e não coaduna com qualquer tipo de violência para solucionar conflitos. Colocaremos todos os esforços para que os fatos sejam esclarecidos e iremos apurá-los com todo rigor. Novamente, nos solidarizamos com as vítimas e repudiamos a conduta do investigador”, acrescentou o delegado adjunto Guilherme Torres.

 

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